Ìyánsà / Oyá

ÒYÁ - É a divindade filha (gerada) do vermelho é o Òrìsà do Rio Niger (O Níger é o terceiro rio mais longo da África), e tem a água como elemento, além de estar ligada aos animais, aos espíritos, e ao relâmpago.

É a deusa dos ventos, do fogo e do raio. Como guerreira do panteão de Yorùbá, ela representa o poder feminino. Ela é forte, e quando esta enfurecida, pode criar tornados e furacões.

Òrìsà dos ventos, raios e tempestades, é ágil e agitada como o próprio vento.

Òyá, Senhora dos ventos e tempestades, é conhecida no Brasil como Iansã. É parceira de Sàngó, Senhor de raios, relâmpagos e trovões, narram alguns mitos que, após a morte de Sàngó, teria transformando-se no rio Níger.

Conhecida pela beleza descomunal, esta Ìyámi Àkókó (Mãe Ancestral Suprema), de espírito guerreiro, capacidade estratégica e força extraordinária e Fortes ventos e tempestades são considerados expressões do descontentamento de Òyá.

Seus símbolos são espadas, chifres de búfalo, pedras originárias do rio Òyá, potes de barro, óta (pedra de assentamento), ìrùkèrè (cauda de animal que, após preparo artesanal e mágico, é carregada por sacerdotes e reis como sinal de realeza e poder), e búzios.

Os seus colares são feitos com contas de cor vermelhas ou marrom.

Òyá é a terceira Deusa de temperamento mais agressivo, sendo que a primeira é Opará e Obá é a segunda. O nome Iansã trata-se de um título que Òyá recebeu de Sàngó que faz referência ao entardecer, Iansã = A mãe do céu rosado ou A mãe do entardecer, era como ele a chamava pois dizia que ela era radiante como o entardecer.

Também alguns lhe chamam de Yàsán, derivando de Ìyá mésàn òrun (Mãe dos nove Òrún).

Esta recebe os mortos e os encaminha até Olóòkun ao domínio de Olokun nas profundezas do oceano onde Òyá também reina.

 

Os nove céus são:

Orun Alàáfià: Espaço de muita paz e tranquilidade, reservado para pessoas de génio brando, ou índole pacífica, bondosa, pacata.

Orun Funfun: Reservado para os inocentes, sinceros, que tenha pureza de sentimento, pureza de intenções.

Orun Bàbá Eni: Reservado para os grandes sacerdotes e sacerdotisas, Bàbálórìsà, Ìyálórìsà, Ogan, Ekedes, etc.

Orun Aféfé: Local de oportunidades e correcção para os espíritos, possibilidades de reencarnação, volta ao Áiyé.

Orun Ìsòlú ou Àsàlú: Local de julgamento por Olódùmárè para decidir qual dos respectivos Òrún o espírito será dirigido por Òdúdúwà.

Orun Àpáàdì: Reservado para os espíritos impossíveis de ser reparados.

Orun Rere: Espaço reservado para aqueles que foram bons durante a vida.

Orun Burúkú: Espaço ruim, ibonan "quente como pimenta", reservado para as pessoas más.

Orun Mare: Espaço para aqueles que permanecem, tem autoridade absoluta sobre tudo o que há no céu e na terra e são incomparáveis e absolutamente perfeitos, os supremos em qualidades e feitos, reservado à Olódùmárè, Olorun e todos os Òrìsà e divinizados.

Os africanos costumam saudá-la antes das tempestades pedindo a ela que apazigue Sàngó o Òrìsà dos trovões, raios e tempestades pedindo clemência.