Sòngó

SÀNGÓ - Uma vez como o quarto rei Yorùbá, e imortalizado como o deus do trovão, Sàngó é legendário do outro lado do Mundo do Atlântico Africano.

As tempestades de Sàngó e o seu raio trazem um terror moral purificador encapsulado pela sua coragem, ele é o Deus do raio, do trovão, da justiça e do fogo, é um Òrìsà temido e respeitado, é viril e violento, porém justiceiro, sendo o Òrìsà mais Cultuado de todos.

Considerado feroz, generoso, provedor de filhos, dinheiro, curas e especialmente justiça, abomina falsidades, mentiras, roubo e envenenamento.

É identificado com o Òrìsà Jàkúta (Aquele que briga com pedras), a primitiva divindade dos raios, relâmpagos e trovões.

Somente os Bàbá-mogbà, sacerdotes de Sàngó, ou as Ìyá-Sàngó, suas sacerdotisas, podem responsabilizar-se pelos ritos fúnebres realizados para as vítimas de raios. As punições de Sàngó são consideradas nobres e as mortes por raio não devem ser lamentadas. Sendo a casa atingida por um raio, seus moradores se afastam dela temporariamente, cedendo lugar aos sacerdotes de Sàngó para que ali realizem os rituais necessários.

Vejamos alguns de seus orìkí:

 

Sàngó Olúàso àkàtà yerìyerì.

Olúkòso, éégún tí n yoná lénu.

Sàngó Olúàso.

Omo olómi tí njé Yemonjá.

 

 

Tradução:

 

 

Sàngó, cujo poder está espalhado por toda parte.

Sàngó, o dragão faiscante, a divindade que lança fogo pela boca.

Sàngó, aquele que reúne (também traduzido por dragão faiscante).

Filho da Mãe d'Água que se chama Yemonjá.

 

 

 

Obras Consultadas:

 

 

Youbana

 

Wikipédia, a enciclopédia livre

Alma Africana no Brasil Os iorubás

Os Òrìsà de Pierre Fatumbi Verger

SÀLÁMÌ, S. A Mitologia dos Orixás Africanos-Oduduwa, 1990