Yèmonjá

 

 YEMONJÁ - A deusa do mar e da lua, ela é o arquétipo de mãe e a provedora de riqueza.

Como o que dá vida e sustenta a terra, ela também é extremamente generosa, é a energia criando qualquer um.

Yèmonjá é como o Mar, quando ele está revoltado, ele poderá ser implacável, quando está sereno, ela trás tranquilidade e amor.

 

Ela representa a mãe que dá amor, mas não dá o poder, Yèmonjá é a dona do subconsciente coletivo e da sabedoria antiga e é também a guardiã dos segredos que estão escondidos nos oceanos onde este é dominado por Olokun, onde este tem os seus domínios nas profundezas das águas, Yèmonjá emerge para atender os seus devotos, principalmente às mulheres que atribuem a ela poderes que favorecem a fertilidade e a fecundidade, porém as suas realizações são infinitas.

 

Em alguns mitos Yèmonjá é esposa de Oranyan, descendente de Òdúdúwà e fundador mítico de Oyó, (Oyó é uma cidade localizada na Região Cuvette da República do Congo), de quem ela teria concebido Sàngó.

Yèmonjá é um Òrìsà Africano, cujo nome deriva de Yèyé omo ejá ("Mãe cujos filhos são peixes"), é o Òrìsà dos Egbá, uma nação Yorùbá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yèmonjá.

 

As guerras entre nações Yorùbá levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokutá, no início do século XIX.

Evidentemente, não lhes foi possível levar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo os objetos sagrados e os suportes do àse da divindade O rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Yèmonjá.

 

Este rio Ògùn não deverá ser confundido com o Òrìsà Ògún, o deus do ferro e dos ferreiros, contrariamente à opinião de numerosos que escreveram sobre o assunto no fim do século passado.

 

Yèmonjá é considerada por muitos mãe de muitos Àwon Òrìsà (Orixás), entre os quais Ògún e Òsún (contam as lendas).

Yèmonjá, mais relacionada ao poder genitor do que à gestação é também chamada Awoyó (Elegante e Bela, Agradável aos olhos).

Senhora de todas as águas, é associada à fertilidade, à procriação e ao poder das Ìyámi, Yèmonjá abençoa os seus devotos concedendo-lhes fertilidade, longevidade, prosperidade, paciência e motivação para lutar pela vida.

 

Um de seus Oríkì (Oração) diz:

 

Diante da casa da Senhora dos barcos brota a prosperidade.

No quintal da Senhora dos barcos brotam pérolas.

 

 

 

 

Seu metal é a prata. Seus símbolos incluem o mar, as embarcações, o coral, as conchas, estrelas-do-mar, os fósseis marinhos, óta (pedra de assentamento), ìrùkèrè (cauda de animal que, após preparo artesanal e mágico, é carregada por sacerdotes e reis como sinal de realeza e poder), búzios. Suas cores são o branco e todas as tonalidades de azul. Seus colares são feitos de contas brancas transparentes e azuis, em diferentes tons.